Análise de Visibilidade e Inclinações Críticas

Ultrapassagem, rampas acentuadas e faixas de fluxo oposto: da norma à sinalização, automaticamente

Definir onde a ultrapassagem deve ser proibida é uma das análises mais trabalhosas de um projeto de sinalização rodoviária. A distância de visibilidade precisa ser verificada estação por estação, em planta e em perfil, nos dois sentidos de tráfego; os trechos restritos dos dois estudos precisam ser combinados em zonas contínuas de proibição; e o resultado ainda precisa virar sinalização de fato — linhas de fluxo oposto, tachas e placas R-7. Em paralelo, as rampas do greide precisam ser confrontadas com os critérios de inclinação e extensão para receber as placas A-20. Feito à mão, com gabaritos gráficos sobre planta e perfil, é um trabalho de dias em qualquer rodovia real.

O módulo de Análise de Visibilidade do CapCad automatiza esse fluxo de ponta a ponta: verifica a visibilidade horizontal ao longo do eixo, verifica a visibilidade vertical sobre o perfil, identifica as rampas críticas, consolida tudo em zonas de proibição por sentido e entrega a sinalização inserida no desenho.

[imagem: formulários de análise horizontal e vertical lado a lado]

Interface do módulo: parâmetros de visibilidade, sentido de análise, critérios de rampa e opções de relatório.

Fundamentação normativa

Os valores de referência vêm diretamente das tabelas oficiais:

  • Distância mínima de visibilidade para ultrapassagem (CONTRAN): em função da velocidade de projeto — de 140 m a 40 km/h até 355 m a 110 km/h. A distância pode ser fixada pelo projetista ou detectada automaticamente, estação a estação, a partir da velocidade diretriz do eixo; casos fora da tabela são sempre indicados;
  • Rampas acentuadas (DNIT, Manual de Sinalização Rodoviária, 2010): o par inclinação × extensão que caracteriza a rampa crítica — de 5% em 1.000 m a 9% em 150 m — com a variante da Portaria nº 91 e, se o projetista preferir, critério totalmente customizado de inclinação e extensão mínimas;
  • Sinalização resultante: linhas de fluxo oposto LFO-2, LFO-3 e LFO-4 conforme a combinação das proibições de cada sentido, tachas e placas R-7 nas zonas de proibição; placas A-20a e A-20b nos extremos das rampas críticas.

Como funciona

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Visibilidade horizontal

O CapCad percorre o eixo no passo escolhido e, em cada estação, traça a corda de visão até o ponto situado à distância de visibilidade adiante. Se a corda cruza as linhas de bordo ou de obstáculo — taludes de corte, barreiras, vegetação, selecionadas pelo projetista ou geradas por offset da pista —, a visão está obstruída e o trecho é marcado como restrito. A análise roda nos dois sentidos de tráfego, com a curvatura jogando a restrição ora para um lado, ora para o outro.

[imagem: planta com as cordas de visão e os trechos restritos marcados]

Verificação estação a estação em planta: corda de visão contra os bordos, trechos restritos por sentido em layers próprios.

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Visibilidade vertical

Sobre o perfil longitudinal, a linha de visada é elevada pela altura dos olhos do condutor e confrontada com o greide: onde a crista vertical corta a visada, o condutor não enxerga o veículo em sentido contrário e o trecho é restrito. O perfil pode vir de onde o projeto estiver — polyline desenhada, perfil do Civil 3D, drape sobre surface ou LandXML, pontos de GPS ou altitudes do Google Maps — e não precisa ter curvas verticais concordadas: apenas os PIVs bastam. Os trechos restritos são plotados no próprio perfil e transportados para o eixo em planta, por sentido.

[imagem: perfil com a linha de visada e os trechos restritos]

Análise vertical: visada elevada pela altura do olho contra as cristas do greide, resultado plotado no perfil e no eixo.

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Análise pontual

Para investigar uma estação específica, basta clicar sobre o perfil: o gabarito de visibilidade é desenhado no ponto, em verde onde a ultrapassagem é possível e em vermelho onde está obstruída — a memória de cálculo gráfica de cada verificação, com a distância normativa detectada pela velocidade do trecho.

[imagem: gabaritos pontuais verde e vermelho sobre o perfil]

Verificação pontual: o gabarito desenhado no ponto clicado, com permissão e proibição imediatamente visíveis.

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Inclinações críticas

Cada segmento do greide é medido e confrontado com o critério escolhido — DNIT, Portaria nº 91 ou customizado. As rampas críticas são desenhadas sobre o eixo em layers identificados pela própria inclinação, com setas apontando o sentido descendente, e replicadas no perfil para conferência. As placas A-20a (declive acentuado) e A-20b (aclive acentuado) são inseridas automaticamente nos extremos de cada rampa, no sentido correto de cada aproximação. O relatório em Excel lista segmento a segmento: extensão, inclinação, quilometragem inicial e final, tipo, elevação e a indicação de sinalização — e as inclinações podem ainda ser gravadas como propriedade do eixo, para uso pelas demais ferramentas do CapCad.

[imagem: planta com as rampas críticas em setas + relatório Excel]

Rampas críticas identificadas, desenhadas com setas no sentido da descida e documentadas em relatório.

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Consolidação

Os trechos restritos das duas análises — horizontal e vertical, mais adições manuais do projetista — são projetados sobre o eixo e unidos em zonas contínuas de proibição, por sentido. Janelas curtas de permissão entre duas proibições, inúteis na prática, são absorvidas por tolerância configurável; o complemento (os trechos onde a ultrapassagem é permitida) pode ser gerado no mesmo passo. Uma caixa de ferramentas de álgebra de intervalos — união, interseção, subtração, diferença, partição — fica disponível para estudos e ajustes finos, e o resultado é gravado como propriedade do eixo.

[imagem: planta com as zonas consolidadas por sentido]

Zonas de proibição consolidadas: união das restrições horizontal e vertical, com lacunas curtas absorvidas.

Da análise à sinalização desenhada

O diferencial do módulo é fechar o ciclo. As zonas consolidadas de cada sentido são combinadas e convertidas na sinalização definitiva: LFO-3 e LFO-4 onde a proibição vale para um dos sentidos, LFO-2 onde vale para ambos, com tachas e placas R-7 posicionadas ao longo das zonas — tudo com as cadências definidas pelos critérios de projeto em função da velocidade. O projetista sai da análise com a marca viária desenhada, pronta para quantitativo e projeto executivo.

[imagem: trecho com LFO desenhada + R-7 inserida]

Da análise à marca viária: linhas de fluxo oposto, tachas e R-7 geradas a partir das zonas consolidadas.

Por que usar

  • Duas análises, um resultado: visibilidade em planta e em perfil verificadas separadamente e consolidadas em zonas únicas de proibição por sentido — nada escapa por ter sido visto em só uma das projeções;
  • Cobertura total: todas as estações, os dois sentidos de tráfego, no passo que o projetista escolher;
  • Aderência às referências: distâncias CONTRAN por velocidade, critérios DNIT e Portaria nº 91 para rampas, com os casos não tabelados sempre indicados;
  • Rastreabilidade: cada trecho restrito ligado à estação, ao sentido, à análise que o gerou e ao relatório em Excel; verificação pontual com memória de cálculo gráfica;
  • Flexibilidade: perfil de qualquer origem — Civil 3D, surface, LandXML, GPS, Google Maps ou polyline —, distância fixa ou detectada pela velocidade diretriz, critérios de rampa customizáveis;
  • Produtividade: de dias de gabaritos manuais sobre planta e perfil para minutos, da análise à sinalização inserida;
  • Decisão sempre do engenheiro: a ferramenta calcula, classifica e documenta; o projetista confere cada zona no desenho e no relatório antes de fechar o projeto.

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