Visibilidade de ultrapassagem e inclinações críticas

Comando: CAPCAD_ANALYTICS_HORIZONTAL_OVERTAKING, CAPCAD_ANALYTICS_VERTICAL_OVERTAKING Atualizado 2026-09-03

Esta página cobre os dois comandos que medem visibilidade — um na planta, outro no perfil — e a análise de rampas acentuadas que vem junto do segundo.

Comandos CAPCAD_ANALYTICS_HORIZONTAL_OVERTAKING (visibilidade em planta) e CAPCAD_ANALYTICS_VERTICAL_OVERTAKING (visibilidade no perfil + inclinações críticas)
Atalho nenhum, nos dois
Ribbon aba CapCad › painel Gerenciar › botão dividido AnalyticsCurvas Horizontais: Visibilidade (Gabarito) e Curvas Verticais: Visibilidade e inclinações
Categoria Analytics
Formulários GabaritoHorizontalForm — "Gabarito Horizontal" · ProfileAnalysisForm — "Vertical Profile Analytics", abas Visibilidade, Inclinações e Util. Os dois são modais, e se escondem sozinhos enquanto o comando pede seleções no desenho
CADs AutoCAD, BricsCAD, GstarCAD, ZWCAD, ARES Commander
O que consome o resultado CAPCAD_MARKING_AXIS (Consolidado) lê os layers de proibição das duas análises e os funde num único conjunto de trechos, que vira a linha de bordo seccionada

Responde, metro a metro, se o motorista enxerga longe o bastante para ultrapassar — e desenha no eixo os trechos em que não enxerga. É a análise que transforma a geometria do projeto em faixa contínua.

  • A visada, não o raio. A pergunta não é "a curva é fechada?" mas "de um ponto qualquer, a linha de visão até o ponto X metros à frente passa fora da pista?". A resposta sai da geometria real do alinhamento e dos bordos.
  • Planta e perfil, com o mesmo critério. A curva horizontal esconde a pista pelo lado, a curva vertical a esconde por cima; os dois comandos usam a mesma régua de distância e produzem trechos no mesmo formato, prontos para serem consolidados.
  • Os dois sentidos, separados. Crescente e decrescente são analisados em execuções distintas, em layers e cores distintas: um trecho pode ser proibido num sentido e livre no outro.
  • A distância da norma, e não um número inventado. A régua pode vir da tabela de velocidade × distância de visibilidade, com a velocidade diretriz lida do próprio eixo.
  • Diz também quanto se enxerga. Num ponto qualquer, o comando devolve a maior distância de visibilidade que a curva ainda permite — o número que entra no memorial.
  • Rampas críticas no mesmo lugar. A mesma janela classifica cada rampa do greide por extensão e inclinação e insere as A-20 nas duas pontas das que forem críticas.

O que faz

Distância de visibilidade de ultrapassagem é a distância que o motorista precisa enxergar à frente para iniciar e concluir uma ultrapassagem com segurança. Onde ela não é atendida, a ultrapassagem tem de ser proibida — e é essa proibição que vira a linha amarela contínua no eixo.

Os dois comandos respondem à mesma pergunta em planos diferentes.

Visibilidade em planta (gabarito horizontal)

O obstáculo é a própria curva: em curva, a linha de visão corta o terreno interno antes de alcançar a pista adiante. O comando modela isso com dois bordos, um de cada lado do alinhamento:

  1. percorre o alinhamento de passo em passo;
  2. em cada estação encontra o ponto que está a exatamente uma régua de distância em linha reta à frente (o cruzamento de um círculo de raio igual à régua com o alinhamento);
  3. traça a corda entre os dois pontos — é a linha de visão;
  4. se essa corda cruza algum dos bordos, a visão está obstruída e a estação é uma proibição;
  5. estações contíguas são fundidas num trecho só, com preenchimento opcional dos vãos curtos.

Visibilidade no perfil (gabarito vertical)

O obstáculo é a crista da curva vertical. O comando trabalha sobre o greide desenhado — uma polyline em que X é a estaca e Y é a cota:

  1. percorre o perfil de passo em passo;
  2. encontra o ponto uma régua à frente sobre o próprio perfil;
  3. ergue as duas pontas em altura de visibilidade e traça a visada entre elas;
  4. se o perfil corta essa visada, a crista está no caminho e a estação é uma proibição;
  5. os trechos são fundidos e, opcionalmente, projetados de volta no eixo em planta, que é onde a faixa vai ser desenhada.

Inclinações críticas

A terceira análise não é de visibilidade: ela percorre as rampas (os segmentos retos do greide) e marca as que são longas e íngremes o bastante para exigir advertência. Cada rampa crítica pode receber duas placas A-20, uma em cada extremidade, viradas para o sentido correspondente.

Fluxo de trabalho

Visibilidade em planta

  1. Execute CAPCAD_ANALYTICS_HORIZONTAL_OVERTAKING. O rodapé mostra em azul Velocidades definidas - ok quando o eixo do projeto traz VelocidadeDiretriz, e em laranja Velocidades não definidas quando não traz — nesse caso Detectar por velocidade definida (2) fica desabilitada.
  2. Escolha a Medida régua (1) — a lista traz as nove linhas da tabela CONTRAN, no formato 210 (70 km/h) — ou marque Detectar para que a distância venha da velocidade do eixo em cada ponto clicado.
  3. Escolha a origem dos bordos: distância fixa (5, 6) ou entidades selecionadas (8).
  4. Escolha o sentido (9, 12, 15) e, em Fixo, se a análise usa o eixo do projeto (16) ou um alinhamento selecionado (17).
  5. Para o trecho inteiro, ajuste Passo (18) e clique em Analisar trecho total (25). O formulário se esconde, o comando pede o que faltar e desenha os trechos.
  6. Para um ponto só, use Desenhar gabarito avulso (24) e clique pontos no alinhamento; cada clique desenha a corda em verde (livre) ou vermelho (obstruída). Enter ou Esc encerra o laço.
  7. Para saber quanto se enxerga num ponto, use Determinar distância de visibilidade mínima admissível para ponto (23).

Visibilidade no perfil e inclinações

  1. Execute CAPCAD_ANALYTICS_VERTICAL_OVERTAKING. O rodapé mostra o estado das velocidades e do perfil.
  2. Na aba Util, informe a Ext. inicial (70) — a estaca do eixo que corresponde ao primeiro vértice do perfil — e a Elevação (69) e a Vertical Exageration (71) com que o perfil foi desenhado.
  3. Na aba Visibilidade, ajuste Régua (33), Altura visibilidade (34), Passo (46) e o Sentido (35, 38, 41).
  4. Clique em Análise total (48). O comando pede o perfil (uma polyline com X = estaca e Y = cota) e, se Plotar proibições encontradas no eixo (45) estiver marcada, também o eixo em planta.
  5. Na aba Inclinações, escolha a metodologia (57, 58, 59), marque o que plotar (53, 54) e se quer as A-20 (55), e clique em Analisar (62).
  6. O perfil selecionado fica guardado enquanto o formulário estiver aberto; marque Selecionar input (43 ou 56) para escolher outro.

O formulário: Gabarito Horizontal

Os números desta página são únicos e contínuos: 1 a 31 no formulário Gabarito Horizontal e 32 a 71 no Vertical Profile Analytics.

Gabarito Horizontal

O formulário como abre, sem eixo de projeto: as opções que dependem do eixo aparecem desabilitadas e o rodapé avisa que não há velocidades definidas.

Parâmetros

# Controle O que faz
1 Medida régua A distância de visibilidade exigida, em metros. A lista traz os nove pares da tabela CONTRAN (140 (30 km/h), 140 (40), 160 (50), 180 (60), 210 (70), 245 (80), 280 (90), 320 (100), 355 (110)), mas o campo é editável: o comando lê apenas o número do começo do texto. Padrão 210 (70 km/h). Fica desabilitada quando Detectar está marcada.
2 Detectar por velocidade definida A régua deixa de ser fixa: em cada ponto clicado o comando lê a estaca, consulta a VelocidadeDiretriz do eixo naquela estaca, converte pela tabela CONTRAN e escreve na linha de comando Km: …, Velocidade via = …, Distância CONTRAN: …. Vale para o gabarito avulso; na análise total o comando avisa que essa parte está pendente e usa a régua fixa. Quando o eixo traz velocidade, esta caixa já abre marcada; quando não traz, abre desmarcada e desabilitada.
3 Regulamentada Sem efeito nesta versão: nenhum código lê este par de opções.
4 Diretriz Sem efeito nesta versão, como 3.

Referência (bordos)

Os bordos são as linhas que "cortam" a visada. São eles que representam o obstáculo lateral.

# Controle O que faz
5 Bordos: distância fixa Os bordos são gerados por offset do próprio alinhamento, para os dois lados, pelo valor de 6. É o padrão.
6 valor do bordo Meia-largura, em metros, usada no offset. O valor mínimo conservador é 3,5 — a distância que serve de referência para obter a intersecção e assim determinar se há restrição à ultrapassagem. Padrão 3,5.
7 Bordos: definição eixo (em desenvolvimento) Desabilitada: usar os bordos declarados na definição do eixo ainda não está portado.
8 Selecionar entidades Os bordos vêm de uma seleção sua — polylines, linhas, arcos ou splines. O comando pede a seleção uma vez, antes de começar, e usa o mesmo conjunto para os dois lados e para todos os alinhamentos analisados.

Sentido

# Controle O que faz
9 Crescente Analisa olhando para a frente no sentido de estaca crescente. É o padrão.
10, 11 on, desl Ligam e desligam os layers da análise do sentido crescente (ALIGNMENT_CRES_VISIBILITY_…).
12 Decrescente Analisa olhando para trás.
13, 14 on, desl O mesmo para os layers do sentido decrescente (ALIGNMENT_DECR_VISIBILITY_…).
15 Ambos Roda as duas análises, uma após a outra, cada uma no seu layer. Não vale para o botão 23 — ver a nota lá.

Os dois quadrados coloridos ao lado dos botões são a legenda das cores usadas no desenho: ciano para o sentido crescente, violeta para o decrescente.

Fixo (origem do alinhamento)

# Controle O que faz
16 Definido Usa o eixo do projeto. A análise total percorre todos os elementos do eixo, pulando os do tipo acesso. Fica desabilitada quando não há eixo de projeto.
17 Selecionar Pede um alinhamento por seleção. Vem marcada quando não há eixo de projeto.

Análise total

# Controle O que faz
18 Passo Distância, em metros, entre estações analisadas. O trecho é analisado pontualmente pelo valor dado no passo: passo menor, contorno mais preciso e execução mais lenta. Padrão 10.
19 Desenhar bordos referência Desenha também os bordos usados, no layer ALIGNMENT_GABARITO_BORDO_REF (cor 8). Serve para conferir de onde saiu a proibição.
20 Preencher dist.mínima Dois trechos de proibição separados por um vão menor que 21 são unidos num só. Sem isso, um vão de poucos metros parte a faixa em duas.
21 valor do vão A distância, em metros, abaixo da qual o vão é preenchido. Padrão 120. Só é lido quando 20 está marcada.
22 Incluir relatório Excel Ao final, abre uma planilha com uma linha por trecho: eixo, sentido, km inicial, km final e extensão.
25 Analisar trecho total Roda a análise. Recusa passo ≤ 0, régua ≤ 0 (com Detectar desmarcada) e bordo ≤ 0 (quando os bordos vêm por distância fixa) com "Valores inválidos". Ao final informa quantos trechos foram desenhados, ou "Nada encontrado (visibilidade atendida em toda a extensão)."

Os trechos vão para layers cujo nome carrega os parâmetros da execução — ALIGNMENT_CRES_VISIBILITY_<régua>_B<bordo> e o par decrescente — de modo que duas execuções com réguas diferentes não se misturam.

Análise individual

# Controle O que faz
23 Determinar distância de visibilidade mínima admissível para ponto Pede pontos no desenho e, para cada um, procura a maior distância de visibilidade que a corda ainda vence naquele ponto: começa em 355 m (a linha de 110 km/h da tabela) e desce de metro em metro até a corda deixar de cruzar os bordos. Escreve o valor na linha de comando e desenha a corda encontrada no layer ALIGNMENT_GABARITO_MINIMAL. Chegando a 355 m sem obstrução, responde "Distância de visibilidade mínima admissível em ponto excede ou iguala máxima de 355" e não desenha nada. Ponto que não se projeta no alinhamento: "não foi possível determinar gabarito - ponto clicado muito afastado do eixo?". Não funciona com Ambos (15): responde "Não disponível para ambos". Este caminho sempre usa o offset ±bordo (6), mesmo com Selecionar entidades marcada.
24 Desenhar gabarito avulso Pede pontos e desenha, para cada um e para cada sentido marcado, a corda da régua: verde no layer ALIGNMENT_GABARITO_OK_DIST<nnn> quando livre, vermelha em ALIGNMENT_GABARITO_PROIBE_DIST<nnn> quando obstruída, com o tipo de linha SETA_CONT_1. Sem eixo de projeto o alinhamento é pedido uma vez; com eixo, cada clique é associado ao elemento mais próximo — se nenhum servir, "Alinhamento não pôde ser identificado".
26 Limpar análise individual... Apaga tudo o que está nos layers do gabarito avulso, depois de confirmar: "Todos as entidades nos layers referentes à análise serão deletadas. Prosseguir?"
27 Limpar análise total... O mesmo para os layers da análise total, com a mesma confirmação.
28, 29 Sinalização on / desl Ligam e desligam os layers de sinalização (nomes contendo _HOR_, _VERT_ ou PLACA_AUX), para ver a análise sem o projeto por cima.
30, 31 Pista on / desl O mesmo para os layers de pista e acostamento (nomes contendo PISTA ou ACOSTA).

O formulário: Vertical Profile Analytics

Aba Visibilidade

A aba Visibilidade. O rodapé traz duas linhas de estado: as velocidades do eixo e o perfil atualmente selecionado.

Aba 1: Visibilidade

# Controle O que faz
32 Detectar (velocidade diretriz → dist. CONTRAN, análise pontual) Na análise pontual, a régua de cada clique vem da velocidade diretriz do eixo convertida pela tabela CONTRAN; a leitura é impressa na linha de comando. Não achando distância válida, o comando volta à régua fixa. Na análise total o comando avisa que essa parte está pendente e usa a régua fixa. Abre marcada quando o eixo traz velocidade; sem velocidade no eixo, abre desmarcada e desabilitada.
33 Régua (dist. visibilidade) A distância de visibilidade exigida, em metros. Padrão 210.
34 Altura visibilidade Altura do olho do motorista e do alvo acima do greide, em metros. A visada é erguida por este valor nas duas pontas. O comando multiplica esta altura pela exageração vertical (71) antes de usá-la, para acompanhar o perfil desenhado. Padrão 1,2.
35 Crescente Analisa olhando para a frente.
36, 37 on, desl Ligam e desligam os layers PROFILE_VISI_RESTR_CRES….
38 Decrescente Analisa olhando para trás.
39, 40 on, desl O mesmo para PROFILE_VISI_RESTR_DECR….
41 Ambos Padrão. Roda os dois sentidos, o decrescente primeiro.
42 Deletar anterior Antes de desenhar, apaga o conteúdo do layer daquela combinação de sentido e régua. Marcada por padrão — sem ela, execuções repetidas empilham trechos sobrepostos.
43 Selecionar input Força o comando a pedir o perfil de novo, mesmo já havendo um selecionado nesta sessão do formulário.
44 Relatório Emite a planilha dos trechos (sentido, km inicial, km final, extensão). Só sai quando 45 também está marcada, porque as estacas do relatório são as do eixo.
45 Plotar proibições encontradas no eixo Além de desenhar as restrições sobre o perfil, projeta-as no eixo em planta — que é onde a faixa vai ser desenhada. Pede o eixo se ele não estiver definido. Marcada por padrão.
46 Passo Distância, em metros, entre estações analisadas no perfil. Padrão 20.
47 Análise pontual Pede pontos sobre o perfil e desenha, para cada um e cada sentido marcado, o gabarito em forma de Z — as duas verticais da altura de visibilidade e a visada entre elas — em vermelho no layer PROFILE_GABARITO_VISIBILIDADE_ULTRAPASSAGEM quando obstruída, em verde em PROFILE_GABARITO_PERMISSAO_ULTRAPASSAGEM quando livre. Ponto que não se projeta no perfil: "Ponto não projeta no perfil."; perfil curto demais à frente: "Gabarito não determinado no sentido …".
48 Análise total Roda a varredura completa. Recusa régua, passo ou altura ≤ 0 com "Valores inválidos." Ao final informa quantos trechos saíram no perfil e quantos foram plotados no eixo, ou "Nenhuma restrição de visibilidade vertical encontrada."
49 Limpar análise pontual... Apaga as entidades dos dois layers de gabarito pontual. Sem confirmação.
50 Limpar análise total... Apaga as entidades dos layers de restrição dos dois sentidos e os das rampas críticas. Sem confirmação.

Na análise total, os vãos menores que a própria régua são preenchidos automaticamente: um trecho livre mais curto que a distância de visibilidade não serve para ultrapassar, então não vira intervalo permitido.

Aba 2: Inclinações

Aba Inclinações

A aba Inclinações. As duas notas em azul do rodapé lembram que o perfil analisado não precisa conter as curvas verticais (basta a poligonal de PIVs) e que as setas são desenhadas no sentido descendente.

# Controle O que faz
51 Relatório (Excel) Emite a planilha com uma linha por segmento do perfil: posição, comprimento, raio (nos arcos), inclinação em %, km inicial e final, tipo (reta ou curva), cota e SIM na coluna A20? quando a rampa é crítica. Marcada por padrão.
52 Inclinações como propriedades de eixo (em desenvolvimento) Sem efeito nesta versão.
53 Não-acentuadas Desenha também as rampas não críticas sobre o eixo, no layer PROFILE_RAMPA_<inclinação> (cor 53).
54 Acentuadas Desenha as rampas críticas sobre o eixo, no layer PROFILE_RAMPA_SINA_<inclinação> (cor 10), e também sobre o próprio perfil. Marcada por padrão. As rampas são desenhadas com o tipo de linha SETA_2 e largura 0,5; nas rampas de aclive o traçado é invertido para que a seta aponte para baixo.
55 Inserir A-20s Insere as duas placas de cada rampa crítica: no aclive, A-20b no início e A-20a no fim; no declive, o contrário. As placas são inseridas sobre o eixo, com afastamento fixo 8. Marcada por padrão.
56 Selecionar input Força a seleção de um novo perfil antes desta análise.
57 DNIT Metodologia padrão: crítica quando a extensão e a inclinação atendem a um dos pares 1000 m/5 %, 600/6, 300/7, 230/8 ou 150/9.
58 DER-SP Portaria 91 A mesma tabela, com o degrau de 5 % em 600 m em vez de 1000 m — bem mais rigorosa nas rampas suaves e longas.
59 Personalizado Um único par: a inclinação de 60 e a extensão mínima de 61. Habilita os dois campos.
60 Inclinação (%) A inclinação mínima do critério personalizado. Padrão 5.
61 Dist mínima (m) A extensão mínima do critério personalizado. Valores abaixo de 20 são elevados a 20. Padrão 100.
62 Analisar Roda a análise. Pede o perfil e o eixo. Ao final informa quantos trechos foram inseridos e quantos são críticos, com a contagem de A-20 entre parênteses, ou "Trechos críticos não encontrados".
63, 64, 65 on, desl, del Ligam, desligam e apagam o conteúdo dos layers de rampa (críticas e não críticas). del não pede confirmação.

Aba 3: Util

Aba Util

A aba Util: os dois zooms, o desenho das anotações do perfil e os valores iniciais que amarram o perfil ao estaqueamento do eixo.

# Controle O que faz
66 Zoom to Eixo Enquadra o eixo. Pede o eixo se ele ainda não estiver definido.
67 Zoom para o perfil Enquadra o perfil selecionado. Pede o perfil se ainda não houver um.
68 Desenhar perfil (inclinações + PIVs) Anota o perfil selecionado: o texto da inclinação de cada rampa, alinhado com ela, no layer PROFILE_ANNO (cor 3), e os marcadores de PIV no layer PROFILE_ANNO_PIV (cor 12). Informa quantas inclinações e quantos PIVs foram desenhados.
69 Elevação Cota real do primeiro vértice do perfil. Entra no cálculo da coluna cota do relatório de inclinações. Padrão 0.
70 Ext. inicial Estaca do eixo correspondente ao primeiro vértice do perfil. É o que amarra o perfil ao estaqueamento: sem ela, os trechos são projetados no eixo a partir do km 0. Padrão 0.
71 Vertical Exageration Exageração vertical com que o perfil foi desenhado. Fica fora das abas e vale para todas elas: divide as inclinações lidas do desenho e multiplica a altura de visibilidade. Padrão 10.

Os campos 69 e 70 substituem, por enquanto, as propriedades que ficariam guardadas no próprio perfil — o formulário de definição de perfil ainda não está portado, como o próprio rótulo cinza avisa.

Como as opções se combinam

As figuras abaixo saíram de execuções reais dos motores de visibilidade e de inclinações críticas sobre um alinhamento e um greide de exemplo.

A visada em planta

Corda livre e corda obstruída

O mecanismo do gabarito avulso, em escala reduzida para que os bordos apareçam: alinhamento cheio, bordos tracejados a ±3,5 m, régua de 60 m. Na tangente e na curva aberta a corda passa entre os bordos — visão livre. Na curva fechada a corda corta o bordo interno — visão obstruída. Numa rodovia os números são maiores (régua de 210 m, bordo de 3,5 m), e a proporção entre eles torna os bordos invisíveis no desenho, mas a conta é a mesma.

Trechos de proibição nos dois sentidos

Análise total sobre um alinhamento com uma curva de R 350 m e outra de R 2500 m, régua 210 m, bordo 3,5 m, passo 10 m. A curva fechada gera 540 m de proibição em cada sentido; a curva aberta, nenhuma. Os dois trechos não coincidem: o crescente vai de km 140 a 680 e o decrescente de km 350 a 890 — cada sentido é proibido antes de chegar à curva, no seu próprio antes.

O que a régua muda

Efeito da régua

O mesmo alinhamento, sentido crescente, com quatro linhas da tabela CONTRAN. A 180 m (60 km/h) e a 210 m (70 km/h), só a curva fechada proíbe. A 280 m (90 km/h) a curva aberta também passa a proibir e a proibição total salta de 540 m para 1780 m. A 355 m (110 km/h), 2000 m dos 2737 m do alinhamento ficam proibidos.

A régua não é um ajuste de sensibilidade: é a velocidade de projeto. Subir a classe da rodovia proíbe muito mais do que proporcionalmente.

Tabela de velocidade × distância

A tabela que o comando consulta, lida do próprio motor. É uma tabela por faixas: uma velocidade entre duas linhas usa a linha de baixo (75 km/h devolve 210 m). Acima de 110 km/h o valor fica em 355 m; abaixo de 30 km/h a consulta não devolve nada e o comando volta à régua fixa. A linha de 30 km/h é convenção adotada, não normativa.

Quanto se enxerga num ponto

Distância mínima admissível

A resposta do botão 23 em quatro pontos do mesmo alinhamento. Dentro da curva de R 350 m com bordo a 3,5 m, a maior distância que a visada ainda vence é 98 m — muito abaixo dos 210 m exigidos a 70 km/h. Na curva de R 2500 m são 264 m, suficientes até 90 km/h. Na tangente final a busca chega ao topo da tabela e o comando informa que a distância excede ou iguala 355 m.

A visada no perfil

Gabarito vertical

Análise pontual sobre um greide com uma crista de 250 m entre rampas de +3 % e −4 %, e uma concordância côncava adiante. Altura de visibilidade 1,20 m, régua 210 m. O gabarito é desenhado em Z: as duas verticais da altura e a visada entre elas. Na rampa e na descida a visada passa acima do greide; sobre a crista, o greide a corta. A escala vertical da figura está ampliada para leitura.

Trechos de proibição no perfil

Análise total sobre o mesmo greide, passo 20 m. A crista proíbe de km 320 a km 520 para quem sobe e de km 520 a km 740 para quem desce — os dois trechos se encostam exatamente no ponto mais alto, cada um do lado de quem ainda não o transpôs. A concordância côncava não proíbe nada: uma curva vertical côncava não esconde a pista.

Rampas críticas

Critério das rampas críticas

As duas tabelas como o motor as aplica. Vermelho = rampa crítica. A diferença entre elas é uma só: no critério DNIT a inclinação de 5 % exige 1000 m para ser crítica, no DER-SP Portaria 91 bastam 600 m — o degrau grande à esquerda do gráfico de baixo.

Rampas de um greide classificadas

Um greide de exemplo com seis rampas, pelo critério DNIT. A rampa de 2 % não é crítica em nenhuma extensão. As demais são, e cada uma recebe uma A-20 em cada extremidade: A-20b no pé e A-20a no topo do aclive, invertidas no declive. A rampa de 5,5 % com 700 m escapa por pouco do DNIT — e é crítica pelo DER-SP Portaria 91.

Os números exatos das seis rampas, direto do motor:

Rampa Extensão real Extensão no desenho Inclinação DNIT DER-SP Portaria 91
1 900 m 1049,6 m −6,00 % crítica crítica
2 400 m 407,9 m +2,00 % não não
3 400 m 500,0 m +7,50 % crítica crítica
4 200 m 275,9 m +9,50 % crítica crítica
5 700 m 798,9 m +5,50 % não crítica
6 950 m 1084,2 m −5,50 % crítica crítica

A coluna que decide é a do desenho, não a real — ver a nota abaixo. A rampa 6 é o caso: 950 m reais a 5,5 % não alcançariam o degrau de 1000 m do DNIT, mas medida no desenho, com exageração vertical 10, ela tem 1084 m e passa a ser crítica.

Segmentos com menos de 10 m de comprimento no desenho são ignorados, e segmentos com curvatura (as concordâncias verticais, quando o perfil as traz) entram no relatório só com o raio, sem inclinação nem julgamento.

Lembrado entre sessões

Nada. Os dois formulários são criados do zero a cada execução: régua 210, altura 1,2, passo 10 (planta) e 20 (perfil), bordo 3,5, exageração 10, metodologia DNIT, sentido Crescente na planta e Ambos no perfil.

O que sobrevive é apenas dentro de uma execução: o formulário do perfil guarda o perfil selecionado enquanto estiver aberto, e o do gabarito horizontal guarda a seleção de bordos durante a análise total.

O que fica no desenho é a memória de verdade: os layers de análise carregam a régua e o bordo no próprio nome, e é assim que uma análise antiga se distingue de uma nova.

Notas

  • A análise no perfil roda nas coordenadas do desenho. O círculo que localiza o ponto uma régua à frente é traçado sobre o perfil já exagerado, então a distância medida é a do papel, não a do terreno. Com exageração vertical 10, uma rampa de 4 % vira 40 % no desenho e a régua efetiva encolhe alguns por cento. Quanto maior a exageração e mais forte a rampa, maior a diferença; num greide de rampas suaves ela é desprezível.
  • A extensão das rampas é medida no desenho. O critério de rampa crítica compara a extensão 2D do segmento desenhado — que inclui a componente vertical exagerada — contra os degraus da tabela, e não a projeção horizontal. Numa rampa de 5,5 % com exageração 10, a extensão medida é cerca de 14 % maior que a real. O comportamento é o da versão anterior do software, mantido idêntico de propósito; ao conferir um resultado limítrofe, use a coluna de extensão do relatório e não a distância entre as estacas.
  • Detectar não vale para a análise total, nos dois comandos. A régua por velocidade só funciona nos caminhos pontuais (gabarito avulso e análise pontual). Marcando-a e rodando a análise total, o comando avisa na linha de comando que a parte está pendente e usa a régua fixa. Para um eixo com trechos de velocidades diferentes, rode a análise total uma vez por trecho, com a régua de cada um.
  • A análise total sobre um alinhamento selecionado só roda um sentido. Com Selecionar (17) marcada, a análise usa o estado da opção Crescente (9) sozinha: marcar Ambos não expande para os dois sentidos nesse caminho. Com o eixo do projeto (16), Ambos funciona normalmente. É um comportamento herdado, mantido idêntico.
  • A distância mínima admissível ignora a escolha de bordos. O botão 23 sempre gera os bordos por offset de ±valor (6), mesmo com Selecionar entidades (8) marcada — por desempenho, já que ele repete a conta até 355 vezes por ponto.
  • Nenhuma das duas análises grava nada no eixo. O resultado é desenho: entidades nos layers de proibição. É CAPCAD_MARKING_AXIS (Consolidado) que lê esses layers, funde os dois sentidos e persiste os trechos consolidados no eixo. A linha de estado do gabarito horizontal avisa isso ao terminar: "Gravação no eixo: pendente."
  • A janela do perfil traz três textos em inglês — o título Vertical Profile Analytics, o rótulo Vertical Exageration (com um r a menos em relação a Exaggeration) e o botão Zoom to Eixo — mesmo com o CapCad em português. As demais legendas estão traduzidas.
  • Para a classificação das mesmas curvas em acentuadas e sinalizáveis, e as placas A-1 a A-5, veja Curvas Utilidades. Para a análise de necessidade de defensa ao longo do eixo, veja Análise de dispositivos de contenção. Para a altura dos suportes de placa, veja Gestão de sinalização vertical.