Esta página cobre os dois comandos que medem visibilidade — um na planta, outro no perfil — e a análise de rampas acentuadas que vem junto do segundo.
| Comandos | CAPCAD_ANALYTICS_HORIZONTAL_OVERTAKING (visibilidade em planta) e CAPCAD_ANALYTICS_VERTICAL_OVERTAKING (visibilidade no perfil + inclinações críticas) |
| Atalho | nenhum, nos dois |
| Ribbon | aba CapCad › painel Gerenciar › botão dividido Analytics › Curvas Horizontais: Visibilidade (Gabarito) e Curvas Verticais: Visibilidade e inclinações |
| Categoria | Analytics |
| Formulários | GabaritoHorizontalForm — "Gabarito Horizontal" · ProfileAnalysisForm — "Vertical Profile Analytics", abas Visibilidade, Inclinações e Util. Os dois são modais, e se escondem sozinhos enquanto o comando pede seleções no desenho |
| CADs | AutoCAD, BricsCAD, GstarCAD, ZWCAD, ARES Commander |
| O que consome o resultado | CAPCAD_MARKING_AXIS (Consolidado) lê os layers de proibição das duas análises e os funde num único conjunto de trechos, que vira a linha de bordo seccionada |
Responde, metro a metro, se o motorista enxerga longe o bastante para ultrapassar — e desenha no eixo os trechos em que não enxerga. É a análise que transforma a geometria do projeto em faixa contínua.
- A visada, não o raio. A pergunta não é "a curva é fechada?" mas "de um ponto qualquer, a linha de visão até o ponto X metros à frente passa fora da pista?". A resposta sai da geometria real do alinhamento e dos bordos.
- Planta e perfil, com o mesmo critério. A curva horizontal esconde a pista pelo lado, a curva vertical a esconde por cima; os dois comandos usam a mesma régua de distância e produzem trechos no mesmo formato, prontos para serem consolidados.
- Os dois sentidos, separados. Crescente e decrescente são analisados em execuções distintas, em layers e cores distintas: um trecho pode ser proibido num sentido e livre no outro.
- A distância da norma, e não um número inventado. A régua pode vir da tabela de velocidade × distância de visibilidade, com a velocidade diretriz lida do próprio eixo.
- Diz também quanto se enxerga. Num ponto qualquer, o comando devolve a maior distância de visibilidade que a curva ainda permite — o número que entra no memorial.
- Rampas críticas no mesmo lugar. A mesma janela classifica cada rampa do greide por extensão e inclinação e insere as A-20 nas duas pontas das que forem críticas.
O que faz
Distância de visibilidade de ultrapassagem é a distância que o motorista precisa enxergar à frente para iniciar e concluir uma ultrapassagem com segurança. Onde ela não é atendida, a ultrapassagem tem de ser proibida — e é essa proibição que vira a linha amarela contínua no eixo.
Os dois comandos respondem à mesma pergunta em planos diferentes.
Visibilidade em planta (gabarito horizontal)
O obstáculo é a própria curva: em curva, a linha de visão corta o terreno interno antes de alcançar a pista adiante. O comando modela isso com dois bordos, um de cada lado do alinhamento:
- percorre o alinhamento de passo em passo;
- em cada estação encontra o ponto que está a exatamente uma régua de distância em linha reta à frente (o cruzamento de um círculo de raio igual à régua com o alinhamento);
- traça a corda entre os dois pontos — é a linha de visão;
- se essa corda cruza algum dos bordos, a visão está obstruída e a estação é uma proibição;
- estações contíguas são fundidas num trecho só, com preenchimento opcional dos vãos curtos.
Visibilidade no perfil (gabarito vertical)
O obstáculo é a crista da curva vertical. O comando trabalha sobre o greide desenhado — uma polyline em que X é a estaca e Y é a cota:
- percorre o perfil de passo em passo;
- encontra o ponto uma régua à frente sobre o próprio perfil;
- ergue as duas pontas em altura de visibilidade e traça a visada entre elas;
- se o perfil corta essa visada, a crista está no caminho e a estação é uma proibição;
- os trechos são fundidos e, opcionalmente, projetados de volta no eixo em planta, que é onde a faixa vai ser desenhada.
Inclinações críticas
A terceira análise não é de visibilidade: ela percorre as rampas (os segmentos retos do greide) e marca as que são longas e íngremes o bastante para exigir advertência. Cada rampa crítica pode receber duas placas A-20, uma em cada extremidade, viradas para o sentido correspondente.
Fluxo de trabalho
Visibilidade em planta
- Execute
CAPCAD_ANALYTICS_HORIZONTAL_OVERTAKING. O rodapé mostra em azul Velocidades definidas - ok quando o eixo do projeto trazVelocidadeDiretriz, e em laranja Velocidades não definidas quando não traz — nesse caso Detectar por velocidade definida (2) fica desabilitada. - Escolha a Medida régua (1) — a lista traz as nove linhas da tabela CONTRAN, no formato
210 (70 km/h)— ou marque Detectar para que a distância venha da velocidade do eixo em cada ponto clicado. - Escolha a origem dos bordos: distância fixa (5, 6) ou entidades selecionadas (8).
- Escolha o sentido (9, 12, 15) e, em Fixo, se a análise usa o eixo do projeto (16) ou um alinhamento selecionado (17).
- Para o trecho inteiro, ajuste Passo (18) e clique em Analisar trecho total (25). O formulário se esconde, o comando pede o que faltar e desenha os trechos.
- Para um ponto só, use Desenhar gabarito avulso (24) e clique pontos no alinhamento; cada clique desenha a corda em verde (livre) ou vermelho (obstruída). Enter ou Esc encerra o laço.
- Para saber quanto se enxerga num ponto, use Determinar distância de visibilidade mínima admissível para ponto (23).
Visibilidade no perfil e inclinações
- Execute
CAPCAD_ANALYTICS_VERTICAL_OVERTAKING. O rodapé mostra o estado das velocidades e do perfil. - Na aba Util, informe a Ext. inicial (70) — a estaca do eixo que corresponde ao primeiro vértice do perfil — e a Elevação (69) e a Vertical Exageration (71) com que o perfil foi desenhado.
- Na aba Visibilidade, ajuste Régua (33), Altura visibilidade (34), Passo (46) e o Sentido (35, 38, 41).
- Clique em Análise total (48). O comando pede o perfil (uma polyline com X = estaca e Y = cota) e, se Plotar proibições encontradas no eixo (45) estiver marcada, também o eixo em planta.
- Na aba Inclinações, escolha a metodologia (57, 58, 59), marque o que plotar (53, 54) e se quer as A-20 (55), e clique em Analisar (62).
- O perfil selecionado fica guardado enquanto o formulário estiver aberto; marque Selecionar input (43 ou 56) para escolher outro.
O formulário: Gabarito Horizontal
Os números desta página são únicos e contínuos: 1 a 31 no formulário Gabarito Horizontal e 32 a 71 no Vertical Profile Analytics.

O formulário como abre, sem eixo de projeto: as opções que dependem do eixo aparecem desabilitadas e o rodapé avisa que não há velocidades definidas.
Parâmetros
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 1 | Medida régua | A distância de visibilidade exigida, em metros. A lista traz os nove pares da tabela CONTRAN (140 (30 km/h), 140 (40), 160 (50), 180 (60), 210 (70), 245 (80), 280 (90), 320 (100), 355 (110)), mas o campo é editável: o comando lê apenas o número do começo do texto. Padrão 210 (70 km/h). Fica desabilitada quando Detectar está marcada. |
| 2 | Detectar por velocidade definida | A régua deixa de ser fixa: em cada ponto clicado o comando lê a estaca, consulta a VelocidadeDiretriz do eixo naquela estaca, converte pela tabela CONTRAN e escreve na linha de comando Km: …, Velocidade via = …, Distância CONTRAN: …. Vale para o gabarito avulso; na análise total o comando avisa que essa parte está pendente e usa a régua fixa. Quando o eixo traz velocidade, esta caixa já abre marcada; quando não traz, abre desmarcada e desabilitada. |
| 3 | Regulamentada | Sem efeito nesta versão: nenhum código lê este par de opções. |
| 4 | Diretriz | Sem efeito nesta versão, como 3. |
Referência (bordos)
Os bordos são as linhas que "cortam" a visada. São eles que representam o obstáculo lateral.
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 5 | Bordos: distância fixa | Os bordos são gerados por offset do próprio alinhamento, para os dois lados, pelo valor de 6. É o padrão. |
| 6 | valor do bordo | Meia-largura, em metros, usada no offset. O valor mínimo conservador é 3,5 — a distância que serve de referência para obter a intersecção e assim determinar se há restrição à ultrapassagem. Padrão 3,5. |
| 7 | Bordos: definição eixo (em desenvolvimento) | Desabilitada: usar os bordos declarados na definição do eixo ainda não está portado. |
| 8 | Selecionar entidades | Os bordos vêm de uma seleção sua — polylines, linhas, arcos ou splines. O comando pede a seleção uma vez, antes de começar, e usa o mesmo conjunto para os dois lados e para todos os alinhamentos analisados. |
Sentido
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 9 | Crescente | Analisa olhando para a frente no sentido de estaca crescente. É o padrão. |
| 10, 11 | on, desl | Ligam e desligam os layers da análise do sentido crescente (ALIGNMENT_CRES_VISIBILITY_…). |
| 12 | Decrescente | Analisa olhando para trás. |
| 13, 14 | on, desl | O mesmo para os layers do sentido decrescente (ALIGNMENT_DECR_VISIBILITY_…). |
| 15 | Ambos | Roda as duas análises, uma após a outra, cada uma no seu layer. Não vale para o botão 23 — ver a nota lá. |
Os dois quadrados coloridos ao lado dos botões são a legenda das cores usadas no desenho: ciano para o sentido crescente, violeta para o decrescente.
Fixo (origem do alinhamento)
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 16 | Definido | Usa o eixo do projeto. A análise total percorre todos os elementos do eixo, pulando os do tipo acesso. Fica desabilitada quando não há eixo de projeto. |
| 17 | Selecionar | Pede um alinhamento por seleção. Vem marcada quando não há eixo de projeto. |
Análise total
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 18 | Passo | Distância, em metros, entre estações analisadas. O trecho é analisado pontualmente pelo valor dado no passo: passo menor, contorno mais preciso e execução mais lenta. Padrão 10. |
| 19 | Desenhar bordos referência | Desenha também os bordos usados, no layer ALIGNMENT_GABARITO_BORDO_REF (cor 8). Serve para conferir de onde saiu a proibição. |
| 20 | Preencher dist.mínima | Dois trechos de proibição separados por um vão menor que 21 são unidos num só. Sem isso, um vão de poucos metros parte a faixa em duas. |
| 21 | valor do vão | A distância, em metros, abaixo da qual o vão é preenchido. Padrão 120. Só é lido quando 20 está marcada. |
| 22 | Incluir relatório Excel | Ao final, abre uma planilha com uma linha por trecho: eixo, sentido, km inicial, km final e extensão. |
| 25 | Analisar trecho total | Roda a análise. Recusa passo ≤ 0, régua ≤ 0 (com Detectar desmarcada) e bordo ≤ 0 (quando os bordos vêm por distância fixa) com "Valores inválidos". Ao final informa quantos trechos foram desenhados, ou "Nada encontrado (visibilidade atendida em toda a extensão)." |
Os trechos vão para layers cujo nome carrega os parâmetros da execução — ALIGNMENT_CRES_VISIBILITY_<régua>_B<bordo> e o par decrescente — de modo que duas execuções com réguas diferentes não se misturam.
Análise individual
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 23 | Determinar distância de visibilidade mínima admissível para ponto | Pede pontos no desenho e, para cada um, procura a maior distância de visibilidade que a corda ainda vence naquele ponto: começa em 355 m (a linha de 110 km/h da tabela) e desce de metro em metro até a corda deixar de cruzar os bordos. Escreve o valor na linha de comando e desenha a corda encontrada no layer ALIGNMENT_GABARITO_MINIMAL. Chegando a 355 m sem obstrução, responde "Distância de visibilidade mínima admissível em ponto excede ou iguala máxima de 355" e não desenha nada. Ponto que não se projeta no alinhamento: "não foi possível determinar gabarito - ponto clicado muito afastado do eixo?". Não funciona com Ambos (15): responde "Não disponível para ambos". Este caminho sempre usa o offset ±bordo (6), mesmo com Selecionar entidades marcada. |
| 24 | Desenhar gabarito avulso | Pede pontos e desenha, para cada um e para cada sentido marcado, a corda da régua: verde no layer ALIGNMENT_GABARITO_OK_DIST<nnn> quando livre, vermelha em ALIGNMENT_GABARITO_PROIBE_DIST<nnn> quando obstruída, com o tipo de linha SETA_CONT_1. Sem eixo de projeto o alinhamento é pedido uma vez; com eixo, cada clique é associado ao elemento mais próximo — se nenhum servir, "Alinhamento não pôde ser identificado". |
| 26 | Limpar análise individual... | Apaga tudo o que está nos layers do gabarito avulso, depois de confirmar: "Todos as entidades nos layers referentes à análise serão deletadas. Prosseguir?" |
| 27 | Limpar análise total... | O mesmo para os layers da análise total, com a mesma confirmação. |
| 28, 29 | Sinalização on / desl | Ligam e desligam os layers de sinalização (nomes contendo _HOR_, _VERT_ ou PLACA_AUX), para ver a análise sem o projeto por cima. |
| 30, 31 | Pista on / desl | O mesmo para os layers de pista e acostamento (nomes contendo PISTA ou ACOSTA). |
O formulário: Vertical Profile Analytics

A aba Visibilidade. O rodapé traz duas linhas de estado: as velocidades do eixo e o perfil atualmente selecionado.
Aba 1: Visibilidade
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 32 | Detectar (velocidade diretriz → dist. CONTRAN, análise pontual) | Na análise pontual, a régua de cada clique vem da velocidade diretriz do eixo convertida pela tabela CONTRAN; a leitura é impressa na linha de comando. Não achando distância válida, o comando volta à régua fixa. Na análise total o comando avisa que essa parte está pendente e usa a régua fixa. Abre marcada quando o eixo traz velocidade; sem velocidade no eixo, abre desmarcada e desabilitada. |
| 33 | Régua (dist. visibilidade) | A distância de visibilidade exigida, em metros. Padrão 210. |
| 34 | Altura visibilidade | Altura do olho do motorista e do alvo acima do greide, em metros. A visada é erguida por este valor nas duas pontas. O comando multiplica esta altura pela exageração vertical (71) antes de usá-la, para acompanhar o perfil desenhado. Padrão 1,2. |
| 35 | Crescente | Analisa olhando para a frente. |
| 36, 37 | on, desl | Ligam e desligam os layers PROFILE_VISI_RESTR_CRES…. |
| 38 | Decrescente | Analisa olhando para trás. |
| 39, 40 | on, desl | O mesmo para PROFILE_VISI_RESTR_DECR…. |
| 41 | Ambos | Padrão. Roda os dois sentidos, o decrescente primeiro. |
| 42 | Deletar anterior | Antes de desenhar, apaga o conteúdo do layer daquela combinação de sentido e régua. Marcada por padrão — sem ela, execuções repetidas empilham trechos sobrepostos. |
| 43 | Selecionar input | Força o comando a pedir o perfil de novo, mesmo já havendo um selecionado nesta sessão do formulário. |
| 44 | Relatório | Emite a planilha dos trechos (sentido, km inicial, km final, extensão). Só sai quando 45 também está marcada, porque as estacas do relatório são as do eixo. |
| 45 | Plotar proibições encontradas no eixo | Além de desenhar as restrições sobre o perfil, projeta-as no eixo em planta — que é onde a faixa vai ser desenhada. Pede o eixo se ele não estiver definido. Marcada por padrão. |
| 46 | Passo | Distância, em metros, entre estações analisadas no perfil. Padrão 20. |
| 47 | Análise pontual | Pede pontos sobre o perfil e desenha, para cada um e cada sentido marcado, o gabarito em forma de Z — as duas verticais da altura de visibilidade e a visada entre elas — em vermelho no layer PROFILE_GABARITO_VISIBILIDADE_ULTRAPASSAGEM quando obstruída, em verde em PROFILE_GABARITO_PERMISSAO_ULTRAPASSAGEM quando livre. Ponto que não se projeta no perfil: "Ponto não projeta no perfil."; perfil curto demais à frente: "Gabarito não determinado no sentido …". |
| 48 | Análise total | Roda a varredura completa. Recusa régua, passo ou altura ≤ 0 com "Valores inválidos." Ao final informa quantos trechos saíram no perfil e quantos foram plotados no eixo, ou "Nenhuma restrição de visibilidade vertical encontrada." |
| 49 | Limpar análise pontual... | Apaga as entidades dos dois layers de gabarito pontual. Sem confirmação. |
| 50 | Limpar análise total... | Apaga as entidades dos layers de restrição dos dois sentidos e os das rampas críticas. Sem confirmação. |
Na análise total, os vãos menores que a própria régua são preenchidos automaticamente: um trecho livre mais curto que a distância de visibilidade não serve para ultrapassar, então não vira intervalo permitido.
Aba 2: Inclinações

A aba Inclinações. As duas notas em azul do rodapé lembram que o perfil analisado não precisa conter as curvas verticais (basta a poligonal de PIVs) e que as setas são desenhadas no sentido descendente.
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 51 | Relatório (Excel) | Emite a planilha com uma linha por segmento do perfil: posição, comprimento, raio (nos arcos), inclinação em %, km inicial e final, tipo (reta ou curva), cota e SIM na coluna A20? quando a rampa é crítica. Marcada por padrão. |
| 52 | Inclinações como propriedades de eixo (em desenvolvimento) | Sem efeito nesta versão. |
| 53 | Não-acentuadas | Desenha também as rampas não críticas sobre o eixo, no layer PROFILE_RAMPA_<inclinação> (cor 53). |
| 54 | Acentuadas | Desenha as rampas críticas sobre o eixo, no layer PROFILE_RAMPA_SINA_<inclinação> (cor 10), e também sobre o próprio perfil. Marcada por padrão. As rampas são desenhadas com o tipo de linha SETA_2 e largura 0,5; nas rampas de aclive o traçado é invertido para que a seta aponte para baixo. |
| 55 | Inserir A-20s | Insere as duas placas de cada rampa crítica: no aclive, A-20b no início e A-20a no fim; no declive, o contrário. As placas são inseridas sobre o eixo, com afastamento fixo 8. Marcada por padrão. |
| 56 | Selecionar input | Força a seleção de um novo perfil antes desta análise. |
| 57 | DNIT | Metodologia padrão: crítica quando a extensão e a inclinação atendem a um dos pares 1000 m/5 %, 600/6, 300/7, 230/8 ou 150/9. |
| 58 | DER-SP Portaria 91 | A mesma tabela, com o degrau de 5 % em 600 m em vez de 1000 m — bem mais rigorosa nas rampas suaves e longas. |
| 59 | Personalizado | Um único par: a inclinação de 60 e a extensão mínima de 61. Habilita os dois campos. |
| 60 | Inclinação (%) | A inclinação mínima do critério personalizado. Padrão 5. |
| 61 | Dist mínima (m) | A extensão mínima do critério personalizado. Valores abaixo de 20 são elevados a 20. Padrão 100. |
| 62 | Analisar | Roda a análise. Pede o perfil e o eixo. Ao final informa quantos trechos foram inseridos e quantos são críticos, com a contagem de A-20 entre parênteses, ou "Trechos críticos não encontrados". |
| 63, 64, 65 | on, desl, del | Ligam, desligam e apagam o conteúdo dos layers de rampa (críticas e não críticas). del não pede confirmação. |
Aba 3: Util

A aba Util: os dois zooms, o desenho das anotações do perfil e os valores iniciais que amarram o perfil ao estaqueamento do eixo.
| # | Controle | O que faz |
|---|---|---|
| 66 | Zoom to Eixo | Enquadra o eixo. Pede o eixo se ele ainda não estiver definido. |
| 67 | Zoom para o perfil | Enquadra o perfil selecionado. Pede o perfil se ainda não houver um. |
| 68 | Desenhar perfil (inclinações + PIVs) | Anota o perfil selecionado: o texto da inclinação de cada rampa, alinhado com ela, no layer PROFILE_ANNO (cor 3), e os marcadores de PIV no layer PROFILE_ANNO_PIV (cor 12). Informa quantas inclinações e quantos PIVs foram desenhados. |
| 69 | Elevação | Cota real do primeiro vértice do perfil. Entra no cálculo da coluna cota do relatório de inclinações. Padrão 0. |
| 70 | Ext. inicial | Estaca do eixo correspondente ao primeiro vértice do perfil. É o que amarra o perfil ao estaqueamento: sem ela, os trechos são projetados no eixo a partir do km 0. Padrão 0. |
| 71 | Vertical Exageration | Exageração vertical com que o perfil foi desenhado. Fica fora das abas e vale para todas elas: divide as inclinações lidas do desenho e multiplica a altura de visibilidade. Padrão 10. |
Os campos 69 e 70 substituem, por enquanto, as propriedades que ficariam guardadas no próprio perfil — o formulário de definição de perfil ainda não está portado, como o próprio rótulo cinza avisa.
Como as opções se combinam
As figuras abaixo saíram de execuções reais dos motores de visibilidade e de inclinações críticas sobre um alinhamento e um greide de exemplo.
A visada em planta
O mecanismo do gabarito avulso, em escala reduzida para que os bordos apareçam: alinhamento cheio, bordos tracejados a ±3,5 m, régua de 60 m. Na tangente e na curva aberta a corda passa entre os bordos — visão livre. Na curva fechada a corda corta o bordo interno — visão obstruída. Numa rodovia os números são maiores (régua de 210 m, bordo de 3,5 m), e a proporção entre eles torna os bordos invisíveis no desenho, mas a conta é a mesma.
Análise total sobre um alinhamento com uma curva de R 350 m e outra de R 2500 m, régua 210 m, bordo 3,5 m, passo 10 m. A curva fechada gera 540 m de proibição em cada sentido; a curva aberta, nenhuma. Os dois trechos não coincidem: o crescente vai de km 140 a 680 e o decrescente de km 350 a 890 — cada sentido é proibido antes de chegar à curva, no seu próprio antes.
O que a régua muda
O mesmo alinhamento, sentido crescente, com quatro linhas da tabela CONTRAN. A 180 m (60 km/h) e a 210 m (70 km/h), só a curva fechada proíbe. A 280 m (90 km/h) a curva aberta também passa a proibir e a proibição total salta de 540 m para 1780 m. A 355 m (110 km/h), 2000 m dos 2737 m do alinhamento ficam proibidos.
A régua não é um ajuste de sensibilidade: é a velocidade de projeto. Subir a classe da rodovia proíbe muito mais do que proporcionalmente.
A tabela que o comando consulta, lida do próprio motor. É uma tabela por faixas: uma velocidade entre duas linhas usa a linha de baixo (75 km/h devolve 210 m). Acima de 110 km/h o valor fica em 355 m; abaixo de 30 km/h a consulta não devolve nada e o comando volta à régua fixa. A linha de 30 km/h é convenção adotada, não normativa.
Quanto se enxerga num ponto
A resposta do botão 23 em quatro pontos do mesmo alinhamento. Dentro da curva de R 350 m com bordo a 3,5 m, a maior distância que a visada ainda vence é 98 m — muito abaixo dos 210 m exigidos a 70 km/h. Na curva de R 2500 m são 264 m, suficientes até 90 km/h. Na tangente final a busca chega ao topo da tabela e o comando informa que a distância excede ou iguala 355 m.
A visada no perfil
Análise pontual sobre um greide com uma crista de 250 m entre rampas de +3 % e −4 %, e uma concordância côncava adiante. Altura de visibilidade 1,20 m, régua 210 m. O gabarito é desenhado em Z: as duas verticais da altura e a visada entre elas. Na rampa e na descida a visada passa acima do greide; sobre a crista, o greide a corta. A escala vertical da figura está ampliada para leitura.
Análise total sobre o mesmo greide, passo 20 m. A crista proíbe de km 320 a km 520 para quem sobe e de km 520 a km 740 para quem desce — os dois trechos se encostam exatamente no ponto mais alto, cada um do lado de quem ainda não o transpôs. A concordância côncava não proíbe nada: uma curva vertical côncava não esconde a pista.
Rampas críticas
As duas tabelas como o motor as aplica. Vermelho = rampa crítica. A diferença entre elas é uma só: no critério DNIT a inclinação de 5 % exige 1000 m para ser crítica, no DER-SP Portaria 91 bastam 600 m — o degrau grande à esquerda do gráfico de baixo.
Um greide de exemplo com seis rampas, pelo critério DNIT. A rampa de 2 % não é crítica em nenhuma extensão. As demais são, e cada uma recebe uma A-20 em cada extremidade: A-20b no pé e A-20a no topo do aclive, invertidas no declive. A rampa de 5,5 % com 700 m escapa por pouco do DNIT — e é crítica pelo DER-SP Portaria 91.
Os números exatos das seis rampas, direto do motor:
| Rampa | Extensão real | Extensão no desenho | Inclinação | DNIT | DER-SP Portaria 91 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 900 m | 1049,6 m | −6,00 % | crítica | crítica |
| 2 | 400 m | 407,9 m | +2,00 % | não | não |
| 3 | 400 m | 500,0 m | +7,50 % | crítica | crítica |
| 4 | 200 m | 275,9 m | +9,50 % | crítica | crítica |
| 5 | 700 m | 798,9 m | +5,50 % | não | crítica |
| 6 | 950 m | 1084,2 m | −5,50 % | crítica | crítica |
A coluna que decide é a do desenho, não a real — ver a nota abaixo. A rampa 6 é o caso: 950 m reais a 5,5 % não alcançariam o degrau de 1000 m do DNIT, mas medida no desenho, com exageração vertical 10, ela tem 1084 m e passa a ser crítica.
Segmentos com menos de 10 m de comprimento no desenho são ignorados, e segmentos com curvatura (as concordâncias verticais, quando o perfil as traz) entram no relatório só com o raio, sem inclinação nem julgamento.
Lembrado entre sessões
Nada. Os dois formulários são criados do zero a cada execução: régua 210, altura 1,2, passo 10 (planta) e 20 (perfil), bordo 3,5, exageração 10, metodologia DNIT, sentido Crescente na planta e Ambos no perfil.
O que sobrevive é apenas dentro de uma execução: o formulário do perfil guarda o perfil selecionado enquanto estiver aberto, e o do gabarito horizontal guarda a seleção de bordos durante a análise total.
O que fica no desenho é a memória de verdade: os layers de análise carregam a régua e o bordo no próprio nome, e é assim que uma análise antiga se distingue de uma nova.
Notas
- A análise no perfil roda nas coordenadas do desenho. O círculo que localiza o ponto uma régua à frente é traçado sobre o perfil já exagerado, então a distância medida é a do papel, não a do terreno. Com exageração vertical 10, uma rampa de 4 % vira 40 % no desenho e a régua efetiva encolhe alguns por cento. Quanto maior a exageração e mais forte a rampa, maior a diferença; num greide de rampas suaves ela é desprezível.
- A extensão das rampas é medida no desenho. O critério de rampa crítica compara a extensão 2D do segmento desenhado — que inclui a componente vertical exagerada — contra os degraus da tabela, e não a projeção horizontal. Numa rampa de 5,5 % com exageração 10, a extensão medida é cerca de 14 % maior que a real. O comportamento é o da versão anterior do software, mantido idêntico de propósito; ao conferir um resultado limítrofe, use a coluna de extensão do relatório e não a distância entre as estacas.
- Detectar não vale para a análise total, nos dois comandos. A régua por velocidade só funciona nos caminhos pontuais (gabarito avulso e análise pontual). Marcando-a e rodando a análise total, o comando avisa na linha de comando que a parte está pendente e usa a régua fixa. Para um eixo com trechos de velocidades diferentes, rode a análise total uma vez por trecho, com a régua de cada um.
- A análise total sobre um alinhamento selecionado só roda um sentido. Com Selecionar (17) marcada, a análise usa o estado da opção Crescente (9) sozinha: marcar Ambos não expande para os dois sentidos nesse caminho. Com o eixo do projeto (16), Ambos funciona normalmente. É um comportamento herdado, mantido idêntico.
- A distância mínima admissível ignora a escolha de bordos. O botão 23 sempre gera os bordos por offset de ±valor (6), mesmo com Selecionar entidades (8) marcada — por desempenho, já que ele repete a conta até 355 vezes por ponto.
- Nenhuma das duas análises grava nada no eixo. O resultado é desenho: entidades nos layers de proibição. É
CAPCAD_MARKING_AXIS(Consolidado) que lê esses layers, funde os dois sentidos e persiste os trechos consolidados no eixo. A linha de estado do gabarito horizontal avisa isso ao terminar: "Gravação no eixo: pendente." - A janela do perfil traz três textos em inglês — o título Vertical Profile Analytics, o rótulo Vertical Exageration (com um
ra menos em relação a Exaggeration) e o botão Zoom to Eixo — mesmo com o CapCad em português. As demais legendas estão traduzidas. - Para a classificação das mesmas curvas em acentuadas e sinalizáveis, e as placas A-1 a A-5, veja Curvas Utilidades. Para a análise de necessidade de defensa ao longo do eixo, veja Análise de dispositivos de contenção. Para a altura dos suportes de placa, veja Gestão de sinalização vertical.